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Páscoa
É a festa mais importante dos Judeus e tem raízes muito antigas e complexas. A palavra «Páscoa» vem do hebraico pesah, que parece significar «coxear, saltar, passar por cima», talvez aludindo a algum «salto» ritual e festivo. Como diz João (Jo 13,1), «antes da festa da Páscoa, Jesus, sabendo bem que tinha chegado a sua hora da passagem deste mundo para o Pai…»: portanto, agora é o êxodo, o salto, a passagem de Cristo para o Pai na sua hora crucial de morte e ressurreição, o que dá sentido novo e pleno à Páscoa judaica.
Agora, no calendário renovado, a Páscoa ocupa o lugar central de todo o ano: «Em cada semana, no dia a que foi dado o nome de “domingo” comemora a Ressurreição do Senhor, que é celebrada também em cada ano, juntamente com a sua bem-aventurada Paixão, na grande solenidade da Páscoa» (NG 1). «É a Festa das festas», a «Solenidade das solenidades». A festa prolonga--se, antes de mais, numa oitava solene, que termina no Domingo «in albis», e, depois, em outras seis semanas, até completar o número de cinquenta, com a festa do Pentecostes.
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